Quando pensei neste artigo procurei visualizar varias situações e isso me fez transportar meus pensamentos a um homem em frente ao espelho que pasmem percebe que lhe falta um pedaço, e seu espanto torna-se ainda maior ao constatar que ele até então não havia sentido a menor falta de tal pedaço, parece ter-se acostumado a viver mutilado, foi então que vi que este homem no espelho sou eu, e por que não dizer somos nós, servos de Cristo; olhei para a igreja, não essa feita por paredes, mas sim para a igreja de Cristo e se tornou impossível não me entristecer pois assim como o homem em frente ao espelho percebi que faltava um pedaço, ou melhor, vários pedaços, e mesmo assim a igreja caminha, não sei como se lhe falta uma perna, vi que a igreja continuava a olhar para frente, novamente não sei como se lhe faltavam os olhos. Às vezes questiono o por que da igreja não estender as mãos aos necessitados, não dar de comer ao que tem fome, não dar de beber ao que tem sede, não hospedar ao forasteiro e não visitar aos doentes e cativos, conclui que a igreja não o faz por encontrar-se mutilada, falta-lhe mãos para estender, talvez lhe falte amor para compreender. Há uma musica que diz que somos corpo assim bem ajustados, que terá acontecido? Pois olho e vejo um corpo mutilado.
Agora estou com uma interrogação povoando meus pensamentos e sendo assim transportarei meus pensamentos a um rebanho, pois creio que lá encontrarei respostas; imagine um jovem pastor que em meio a um forte e rigoroso inverno constata que lhe falta uma ovelha, por um breve instante pensa: “Tenho que resgata-la!”, mas como disse foi apenas um breve instante, logo lhe vem a mente que melhor é cuidar das que restaram, as que não se perderam, passam-se dias e agora o inverno está ainda mais rigoroso e para piorar cai uma forte chuva, o jovem pastor ao contar suas ovelhas percebe que falta mais uma, isso se repete por mais quatro ou cinco vezes, e mesmo sem perceber o pastor se vê acostumado a perder suas ovelhas, cauterizou em sua mente que melhor seria cuidar das que não se perderam; é provável que tenha sido assim que nos acostumamos a ter um corpo mutilado.
Amados imaginem um álbum de família e de repente em uma dessas ocasiões em que nos detemos a olhar tais álbuns constatarmos que um irmão, uma irmã, um pai, uma mãe, um filho ou uma filha se perdeu, se quer supomos onde estejam; é certo que isso compungiria nossos corações; quero dizer que temos perdido muitas partes de nosso corpo, nossa família tem sido espalhada e sequer temos sentido falta dos mesmos, quando muito mencionamos um ou outro, e por breves momentos nos entristecemos com a falta deles, mas os breves momentos passam e logo nos esquecemos deles. Temos andado mutilados, nosso corpo tem sido continuamente esquartejado e parece que isso em nada nos afeta.
Levo meus pensamentos à cruz, ao calvário, a Cristo... A visão do sacrifício de Cristo é algo maravilhoso quando percebemos que ali Ele nos concede as ferramentas necessárias para que tomemos o Caminho correto... Vocês lembram da parábola das cem ovelhas? É preciso que busquemos as perdidas e se preciso for as coloquemos nos ombros e juntos curemos suas feridas...
No amor de Deus,
Robson Magalhães

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