05 julho 2013

"Noivas em Fuga"



Há muito tempo assisti uma comédia romântica com Julia Roberts e Richard Gere sobre uma noiva em fuga, atualmente vejo uma tragicomédia onde alguns refutam o ser noiva de Cristo, querendo separar ou dissolver a igreja, e para tanto faz uma leitura da Bíblia que mais parece uma ficção cientifica. A parte cômica fica por conta da interpretação fantasiosa do que diz algumas passagens da Bíblia e/ou o fato de ignorar outras; já a parte trágica fica por conta do número de pessoas que ao seguirem tais fantasias caminham a passos largos para o abismo.



Liberdade, esse é o moto das “noivas em fuga”, querem se ver livre do que chamam opressão da igreja, alegam que Cristo os libertou, porém suas manifestações denotam uma má compreensão do ato de Cristo na cruz:


porque por meio de Cristo Jesus a lei do Espírito de vida me libertou da lei do pecado e da morte.


Vocês foram libertados do pecado e tornaram-se escravos da justiça.


Mas agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna.


Embora vocês já tenham conhecimento de tudo isso, quero lembrar-lhes que o Senhor libertou um povo do Egito, mas, posteriormente, destruiu os que não creram.

Parece-me que o que tais pessoas buscam não é a liberdade que Cristo nos proporcionou, ou seja, do pecado e da morte, e sim a liberdade que alguns conhecem como anarquia, ou seja, negação do principio de autoridade, confusão, desordem, desmoralização. Sistema em que o indivíduo se desenvolveria livremente, segundo seus dotes naturais, pelo que poderia dispensar o governo instituído por Deus; isso seria como transformar a graça de Deus em libertinagem, negando Jesus Cristo, o cabeça da igreja, como nosso único Soberano e Senhor.

Ao observar todo o ensinamento da Bíblia, toda a instituição de normas, regras e leis feitas não por homens e sim por DEUS, vejo como inconcebível imaginar uma igreja "livre" onde cada um possa conduzir sua vida espiritual ao bel prazer.

Não somos livres, somos propriedade exclusiva de Deus, servos chamados para proclamar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz (Ver 1 Pedro 2.9 RA), lembrando que Cristo pagou um alto preço por nós (Ver 1 Coríntios 6.20).

E, portanto irmãos, tenhamos, por exemplo, os irmãos citados em Atos que não permitiram que nem mesmo mortes, perseguições, dissensões separasse a igreja de Cristo.


No amor de Deus,

Robson Magalhães

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