Muitos invocam a graça para viver em total desgraça diante de Deus; alguns invocam a graça para não obedecer as Leis, e até mesmo preceitos divinos, rotulam de legalistas aqueles que buscam viver debaixo da vontade de Deus (expressa na Bíblia, a Palavra de Deus); praticam desobediência alegando estar debaixo da graça, como se a graça lhes outorgasse carta branca para viver em desgraça diante do Pai; vivem no que chamam de liberdade cristã, onde podem fazer o que bem entendem, afinal estão debaixo da graça, e debaixo de tal graça lhes é permitido pecar, desobedecer aos pais, se entregar ao bel prazer, viver em conformidade com o mundo, e tudo isso apesar da palavra de Deus dizer em Deuteronômio 5:16 "Honra a teu pai e a tua mãe, como o SENHOR, teu Deus, te ordenou, para que se prolonguem os teus dias e para que te vá bem na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá", e em Romanos 12:2 "E não
vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa
mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de
Deus".
Já outros invocam a graça para invalidar a própria palavra, alegam que determinados textos fazem parte de um passado cujo a validade expirou para os que vivem debaixo da graça; o curioso é que o que poderíamos chamar de “encarnação” da graça, me refiro a Cristo, diz exatamente o contrário: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir”. Mateus 5:17.
Viver debaixo da graça não é fazer graça com o que diz a palavra de Deus, dando de ombros para as Leis, para os ensinos dos Profetas, para a admoestação dos santos (leia-se povo escolhido de Deus: 1 Pedro 2.9 “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz...”); viver debaixo da graça é abster-se das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma; é manter exemplar o procedimento; é não usar a liberdade por pretexto da malícia, mas viver como servos de Deus. (Ler 1 Pedro 2).
Invocar a graça para viver a pretexta liberdade da Lei, dos ensinamentos dos Profetas e admoestação dos santos, não tem a menor graça; Cristo nos livrou do julgo da Lei e da morte oriunda da desobediência da mesma para que vivamos em novidade de vida, uma vida que honre e glorifique o seu santo nome. Isso sim é graça!
No amor de Deus!
Robson Magalhães
(Inspirado pela pregação do Rev. Fernando de Almeida, na IP Betel em 20/10/2013).