Por amor, o verdadeiro amor, Ele desceu a ponto de se igualar a mim, e como se isso não bastasse amou-me ainda mais a ponto de morrer... não uma morte simples, rápida e comum, mas uma morte dolorosa, lenta e vergonhosa; e tudo para a minha alma resgatar e meu amor ganhar.
Quão duro é este meu coração que a vista de tudo narrado acima ainda se esquiva, mas Ele, ainda assim, por amor me seguia, a mim, que do alto da cruz, sem ter amor Ele via. E ainda ali, sofrendo todas as dores dos cravos, das lanças e do meu pecado, amor por mim sentia; o meu Eterno Deus, Senhor Jesus, sofrendo sobre a cruz!
E sendo eu pecador e ingrato, Ele por amor tudo me perdoa e ainda me abençoa. Não há coração por mais duro que seja que resista a tamanho amor, que ama ao culpado e tem no réu um ser amado a quem Ele por amor se afeiçoa, e é ai que sou Vencido, ó Salvador, por ti, pois Teu grande amor senti!
E tomando consciência deste imenso amor, me vejo reduzido a nada, me envergonho dos meus maus atos, maus pensamentos e me prostro diante de Ti e clamo: Amor, sublime que perduras; Que em Tua graça me seguras, Cercando-me de mil venturas! Aceita agora, ó Salvador, O meu humilde amor. Amém!
Robson Magalhães
Leitura inspirada/mesclada na música Amor Que Vence de G. Matheson – H. M. Wright
do Hinário Novo Cântico da Igreja Presbiteriana do Brasil
